terça-feira, 19 de agosto de 2014

Análise: Super Mario Bros 3 (Remastered)





O que é bom sempre volta... E volta melhor que nunca!





A série Mario se tornou um grande sucesso na década de 80. O grande ápice do encanador foi o clássico Super Mario Bros 3, lançado para o NES em 1988.  Em 1993 a Nintendo lançou Super Mario All Star no SNES, que trouxe os três games originais do Mario lançados no 8 bits e mais o Super Mario Bros - The Lost Levens, que é a versão japonesa de Super Mario Bros 2. Essas versões eram remasterizadas, ou seja, com gráficos e sons bem melhores que aqueles vistos no velho NES.



Se no Nintendo Super Mario Bros 3 já era bom, no Super Nintendo ficou melhor ainda. Mantendo as mesmas fases e elementos do jogo original, está versão remasterizada deu um novo gás ao título, que por si só já era épico. Se há alguma falha nessa versão, é a jogabilidade, que parece estar um pouco mais sensível que o antecessor. Mas nada que atrapalhe a diversão, claro!

Enredo.

Mario e Luigi trouxeram a paz de volta ao Reino dos Cogumelos. Mas no Mundo dos Cogumelos as coisas estão cada vez piores. Bowser mandou seus filhos para os castelos dos reis para roubar o cetro mágico de cada um deles, para que pudessem dominar o mundo dos cogumelos.



Mario e Luigi partem para o Mundo dos Cogumelos para acabar com essa bagunça e libertar esse novo mundo das garras do malvado Bowser e sua família maluca.

Mundos divididos por mapas
  
Super Mario Bros 3 traz oito mundos com muitas fases para vencer. Este foi o primeiro game da série a dividir os estágios através de mapas. Há muitas fases para atravessar e a maioria dos mundos trarão no mínimo três castelos e um navio, que é onde o encanador barrigudo enfrentará o chefão para recuperar o cetro roubado.

SMB3 trouxe uma série de novidades. A primeira delas é que Mario pode guardar uma grande quantidade de itens e escolher quando vai usá-los, e até se quer usá-los. Existem várias maneiras de se consegui-los. No mapa dos mundos haverá pontos que são fases bônus. O mais comum deles é a cabana do Toad. O pequeno Cogumelo dará a você três baús para que abra apenas um e ganhe um novo item. Também há jogos de memória e montagem de quebra-cabeças, que garantem vidas para prosseguir no game.



O número de itens que Mario poderá guardar é realmente extenso. Quando estiver na tela de mapa basta pressionar Y ou X para visualizar o seu inventário. A alguns itens podem ser muito úteis. Se você perder uma vida enquanto tentava atravessar um navio terá de recomeçar sendo o pequeno Mario. Nessas situações basta selecionar um cogumelo ou uma flor na tela de mapa, podendo então recomeçar a fase estando como Super Mario, Mario de Fogo ou até mesmo a forma de guaxinim.

Os Power Ups deste jogo também estão ótimos. Dentre as novas formas o destaque vai para o Reccon Mario, o Mario Guaxinim. Estando nessa forma Mario pode atacar os inimigos com sua cauda de guaxinim e voar. Há outras formas interessantes que Mario pode assumir que lhe dão mais poderes; lançar martelos, se tornar um sapo que pode nadar com mais facilidade na água e etc.

Nem tudo são flores... Nem de fogo...

Infelizmente, nem tudo nessa remasterização foi perfeito. No NES os comandos são super suaves e com respostas bem satisfatórias. Já a versão do Super Nintendo não passa essa mesma sensação. Em alguns momentos Mario parece deslizar pelo chão, como se a sensibilidade de seus movimentos fosse muito alta. Em algumas fases é complicado alcançar plataformas estreitas, e isso fica bem frustrante nas fases finais do game.



A dificuldade não é extrema, mas pode dar trabalho para os menos pacientes. As fases são curtas, mas cheias de inimigos chatos e buracos para pular. Há muitas fases onde a tela se movimenta sozinha, exigindo rápidos reflexos do jogador. Os castelos não são tão difíceis de atravessar, mas alguns possuem pegadinhas bem boladas que desafiam ao jogador. Os navios também são um pouco trabalhosos e exigem da agilidade do jogador. Os chefes por outro lado são bem fáceis de serem vencidos.

Parte técnica.

Os gráficos de SMB3 no Nintendo já eram muito bons, no Super Nintendo ficaram melhores ainda. No Nintendo as fases apresentam fundos de telas simples e agradáveis, mas a maioria desses cenários de fundo são apenas de uma cor. No Super Nintendo os fundos ficaram mais detalhados com nuvens, montanhas, cachoeiras e montes de areias.

Dentro dos castelos também há belos fundos de telas com paredes e janelas. Dentro dos navios foram adicionados efeitos de nuvens e trovões, passando um clima mais tenso para o jogador. O desenho dos personagens também ficaram bem legais e com cores mais bem distribuídas, todos os inimigos ficaram bem desenhados e sem nenhum defeito.




Os efeitos sonoros são muito bons. Praticamente todos eles foram tirados de Super Mario World, então, a qualidade já é garantida. A trilha sonora já era ótima na versão original do game, e nos 16 bits ficaram melhores ainda. Com o chip de som superior do Super Nintendo as músicas ganharam leves arranjos orquestrados que as deixaram bem legais, destaque para a música dos navios, que passa um clima de mistério ao jogador.

Conclusão

Mais de 20 anos após o seu lançamento, Super Marios Bros 3 continua sendo, para muitos, o melhor game da franquia Mario até hoje. Super Mario All Star foi uma bela maneira de mostrar aos jogadores os antigos games da série Mario, e principalmente, de mostrar o seu maior clássico. Game favorito até do Sr. Myiamoto, Super Mario Bros 3 brilhou intensamente no NES e conseguiu repetir o feito com sua versão remasterizada. Não importa sua idade ou o seu gosto. Super Mario Bros 3 é um game para ser jogado por todos.



Nota Final.




Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.





Um comentário: