sábado, 15 de março de 2014

Análise: Sly Cooper and the Thievius Raccoonus.




Algumas vezes o crime compensa.





Os consoles da Sony sempre tiveram títulos exclusivos de qualidade, mas a grande maioria indicada para um público mais maduro. Não que o Playstation não tenha bons games para audiências mais novas, mas podemos contar nos dedos quantos games estilo “Crash Bandicoot” a Sony lançou de modo exclusivo.  Não é a toa que a Nintendo continua sendo excelência nesse tipo de jogo.



A Sucker Punch Productions lançou o seu primeiro game para o Nintendo 64. Rocket: Robot on Wheels teve pouco reconhecimento, mas é bem bacana e cativante. Em 2000 a Sucker Punch passou a ser um estúdio exclusivo da Sony. Sua estréia aconteceu no Playstation 2, com Sly Cooper and the Thievius Raccoonus, lançado em 2002. Sly Cooper traz tudo que há de melhor em games de ação/plataforma. A diversão do título está em seu conceito original, que distancia Sly Cooper de tudo que tenhamos visto.

Enredo.



O clã Cooper era composto por ladrões mestres conhecidos por suas lendárias habilidades na arte do roubo. A linhagem dos Cooper durou por longos séculos, até  ultimo grande ladrão da família ser assassinado por Clockwerk, falcão robótico que lidera os 5 Diabólicos. Esse grupo sempre alimentou um ódio imenso pelos Cooper. Ao matar o ultimo grande ladrão da família, Clockwerk acreditava ter destruído o clã Cooper de uma vez por todas.

Mas o grande mestre deixou um filho pequeno, um guaxinim chamado Sly. O pequeno Cooper cresceu em um orfanato, jurando vingança contra os 5 diabólicos. Além de matar seu pai, Clockwerk roubou o Thievius Raccoonus, um antigo livro do clã Cooper onde era guardado o grande segredo por trás das habilidades de cada membro da família. 

Anos depois, e agora crescido, Sly Cooper decidi cumprir sua vingança, derrotando cada um dos diabólicos e recuperando às paginas do livro Raccoonus. Para isso, Sly contará com a ajuda de seus fiéis amigos que crescerem com ele no orfanato; Bentley e Murray, que possuem habilidades diferentes das de Sly, mas o ajudarão na sua busca pelo livro.  Sly também terá de lidar com Carmelita Montoya Fox, uma inspetora policial que quer prendê-lo a todo custo.

Ação e plataforma furtiva.

Sly Cooper é um jogo de ação/plataforma bem linear, com muitos saltos, itens a coletar, inimigos para derrotar e chefes para vencer. Nada muito diferente de um Crash Bandicoot, por exemplo. A Sucker Punch se preocupou com cada detalhe da jogabilidade, de modo que o jogador nunca se esqueça de que o protagonista é um ladrão profissional.



Além das ações básicas (andar, saltar e atacar) Sly utiliza movimentos, como o furtivo, muito útil quando o guaxinim precisa se mover por entre paredes e locais escondidos. O mesmo movimento também é constantemente usado para que Sly use sua bengala para se prender em argolas, escale canos ou se equilibre em vãos.

Os combates são bastante simples, mas também usam a furtividade do herói. Sly é bastante vulnerável a qualquer ataque, sendo necessário se aproximar pelas costas. Durante as fases há moedas que devem ser coletadas por Sly. A cada 100 moedas o ladrão ganha uma ferradura da sorte que o protege da morte. Sem ferraduras, o jogador perde uma vida com qualquer ataque inimigo.

As fases se dividem por capítulos onde Sly enfrenta um diabólico diferente. Dentro desses capítulos o jogador terá diversas fases para atravessar. A grande maioria dos níveis consiste em encarar uma série de obstáculos e inimigos. Ao fim de cada fase, Sly deve recuperar uma chave; é que essas chaves desbloqueiam o caminho de para novas fases, até finalmente encarar o chefão do capitulo.



Há fases que não passam de minigames, principalmente quando Murray aparece para ajudar Sly a coletar alguma chave. Nesses momentos o jogador entra em divertidas corridas ou em desafios onde devemos bancar o atirador, limpando o caminho para o companheiro passar e coletar a chave. Essas e outras fases do estilo “minigame” ajudam a quebrar a rotina de saltar e correr o tempo todo. 

Um ladrão com tudo que tem direito.

Sly Cooper é aquele tipo de jogo impossível de apontar algum defeito. Mas se tivéssemos que chamar algo de “ponto contra” seria o tempo de duração do jogo, que não deve passar de seis horas. Serão ao todo cinco capítulos, com o mínimo de oito fases em cada. Essas fases não serão longas e a dificuldade de Sly Cooper está abaixo de mediana. Geralmente o maior desafio será passar pelos sensores de segurança. Quando ativados, raios lasers vermelhos perseguirão Sly, sumindo somente após destruir o alarme dos sensores. Mas mesmo essas etapas não serão problema, nem para os menos habilidoso.



Em quase todas as fases haverá um cofre para ser aberto. Bentley pode conseguir a combinação, mas para isso, o jogador terá de coletar todas as garrafas escondidas na fase. Geralmente há entre 25 a 40 garrafas de vidro em cada nível. Procurar por essas garrafas ajuda a aumentar o tempo de vida útil do game. Além disso, dentro dos cofres haverá paginas perdidas do Thievius Raccoonus. É sempre bom perder um pouco de tempo na busca por essas garrafas, pois as paginas desbloqueiam habilidades extras para Sly. Não se tratam de habilidades fundamentais para vencer no game, mas facilitam muito a vida do jogador. Ao completar uma fase coletando a chave e o cofre, um terceiro desafio é desbloqueado. Neste terceiro desafio o jogador deve terminar a fase antes do tempo determinado.

Parte técnica.



Sly Cooper é um game muito bonito para sua época. Os gráficos foram feitos através da técnica do Cell Shading, proporcionando um visual em desenho animado muito bacana. Os cenários apresentam cores bem fortes e balanceadas. Há pântanos, florestas, cidades, cavernas e etc, com qualidade absurda de detalhes e efeitos. Os personagens apresentam desenhos perfeitos e animações espetaculares. Sly se move de maneira quase que discreta, como um perfeito gatuno. Com tantos movimentos e ações acontecendo na tela, é normal que haja levíssimas quedas na velocidade do game, mas nada incomodo.

A parte sonora se sai muito bem. As músicas não são grudentas, mas são temas divertidos que passam o clima de aventura e ação ao jogador. Os efeitos estão ótimos. Sons de garrafa quebrando, passos, tiros, pancadas... Tudo com uma equalização absurdamente perfeita. As dublagens dão mais clima pro desenvolvimento do enredo. Todos os personagens possuem vozes marcantes, algumas mais cômicas que outras. Mas parece que há algo de muito errado na voz de Sly, que não apresenta nenhum tipo de emoção ou interpretação. Ouvir o Sly falando é igual a ver a Kristen Dusten atuando, ou seja, péssimo!

Conclusão.

Sly Cooper and the Thievus Raccoonus traz tudo aquilo que um game de plataforma necessita para ser bom. O enredo é excelente e os personagens cativam sem esforço. A jogabilidade básica do gênero é complementada com bons momentos de furtividade, com proporções moderadas, claro. Para coroar, os combates contra chefe surpreendem. Trata-se de estudar os movimentos e a hora certa de atacar. Simplesmente divertido.



É realmente difícil não se interessar por Sly Cooper. Mas o curto tempo de duração incomoda bastante e deixa um gosto de quero mais. Trata-se de um jogo muito divertido e empolgante, que mesmo sendo curto e grosso, vai marcar ao jogador de forma única. 


Notal Final.





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.








Um comentário:

  1. Nossa kra q Nostalgia!! Joguei muito esse jogo na pre adolescência! Pena é ele nao ficou muito famoso a desenvolvedora acabou deixando ele na geladeira por 6 anos depois de sly cooper 3.Ate pq na época q ele saiu ja outros jogos fazendo sucesso como Onimusha, silent hill 2, Fimal Fantasy 10.... Ele è 1 dakeles jogos esquecidos mas q são ótimos como por exemplo tb shadow of destiny, rougue trooper, psychonauts, drakengard.... E varios outros jogos

    ResponderExcluir