quarta-feira, 8 de maio de 2013

Análise: Metroid Fusion





Samus Vs Samus... Dessa vez o inimigo é ela própria!!!




Após o lançamento do aclamado Super Metroid, no Super Nintendo, a bela Samus Aran ficou sumida por oito anos. Vale ressaltar que muitos fãs ansiaram por um Metroid 64, mas o game nunca foi lançado para essa plataforma: nem mesmo mencionado! Em 2001, com a chegada dos novos Game Cube e Game Boy Advance, a Nintendo anunciou que dois episódios de sua franquia seriam lançados simultaneamente, um para cada novo aparelho no mercado: Metroid Prime e Metroid Fusion, este ultimo sendo desenvolvido pela própria Nintendo, respeitando as origens da série, mesmo após oito anos de hiato.

Enredo.

Metroid Fusion começa dez anos após os eventos de Super Metroid. Com o total extermínio dos metroids no planeta SR388, a Federação Galatica criou uma estação de pesquisas chamada de B.S.L, que seria responsável pelo acompanhamento de novas espécies de vida que nasceram no local. Acontece que uma das finalidades dos metroids era controlar e exterminar um parasita ainda desconhecido, que passou a se manifestar no planeta após a extinção dos metroids.



Samus Aran é escolhida para escoltar um grupo de pesquisa até o SR388 para averiguar o desequilíbrio ambiental causado pela morte dos metroids. Mas durante a visita, a caçadora de recompensas é atacada pelo parasita, que logo recebe o nome de vírus X. Após esse ataque, Samus fica doente, até que o vírus ataca seu sistema nervoso, deixando-a incapaz de controlar sua nave. Sendo assim, a Federação resgata Samus para um procedimento de emergência. Na tentativa de salvar sua vida, vários pedaços de sua armadura são retirados, juntamente com entranhas de seu corpo. Mas é somente com uma vacina feita a partir do DNA de um metroid que Samus começa a se recuperar. Enquanto isso, os pedaços da armadura são enviados para o laboratório em B.S.L, para que fosse feita pesquisas acerca dos danos do vírus X.









No entanto, um pouco depois de Samus recobrar a consciência, a B.S.L envia uma mensagem para o quartel general da federação, avisando que uma explosão causou danos a estação. Samus é enviada ao lugar para investigar. Ela descobre que o vírus X não só atacou seu sistema nervoso, como também a copiou. A união das entranhas de corpo, unidos a armadura, gerou uma Samus totalmente diferente, com os mesmos poderes da verdadeira, só que mais cruel e sem consciência. Para enfrentar essa nova ameaça, Samus deve recuperar suas armas e habilidades, antes que a SA-X escape para outros planetas.

Samus VS Samus.









Metroid Fusion se mantém fiel aos três primeiros títulos da franquia. Samus deve explorar uma estação de pesquisas no planeta SR388, buscando habilidades e armas novas. Podemos dizer que se trata de um Super Metroid de bolso, pois o game conserva todas as características básicas de Metroid. Samus começa com poucos recursos, tendo movimentos bem limitados. Conforme o jogador explora a estação, novas áreas são descobertas, havendo chefes para derrotar e novas habilidades para conquistar: Serão ações como pulos mais altos, correr em alta velocidade para quebrar certos tipos de parede, se transformar em uma pequena bola para acessar lugares mais estreitos... Enfim, tudo aquilo que todo fã de Super Metroid já conhece. Suas armas também ganham upgrades, desde tiros que podem ser carregados a bombas de efeitos devastadores. As armas auxiliam não só nos combates, como também na resolução de enigmas, como usar o míssil de gelo para congelar criaturas e alcançar lugares mais altos, ou destruir paredes com tiros mais poderosos.

A parte de aventura continua sendo tão divertida como sempre foi. Além de suas habilidades, Samus deve procurar por salas que a permitem destravar portas de segurança diferenciada, sempre identificadas por cores diferentes. Também há segredos escondidos aqui e ali, geralmente guardando os famosos tanks de melhorias, que aumentam a armazenagem de vida e munição da heroína.



Metroid Fusion realmente funciona como um Metroid de bolso: isto fica bem evidente no andamento do game, que está mais linear e simples que nas edições anteriores. Agora os jogadores contam com indicações das missões, ou seja, você não precisa mais perder muito tempo procurando um novo destino a seguir. Sempre que um objetivo é concluído o jogador deve procurar uma Navigator Room, onde Samus conversa com um computador que lhe dá uma nova missão, marcando no mapa o local exato onde devemos ir. Essa forma linear de conduzir a campanha deixa Metroid Fusion muito mais fácil que seus irmãos mais velhos, de modo que, quem arrancou os cabelos para terminar Metroid 1 ou 3, vai encarar Fusion como um passeio ao parque. Claro que ainda há aquela necessidade de ir e voltar mais de uma vez em um setor. Por vezes, há uma porta que só se abre com uma arma especifica que você ainda não tem. Nessas situações o mapa não ajuda, forçando o jogador a memorizar o local que deve voltar.


Os combates contra chefes continuam tão divertidos quanto sempre foram. Os chefes são monstros espaciais que foram contaminados pelo vírus X. Ao fim de cada combate, Samus deve destruir o núcleo do vírus que fica sobrevoando a tela, bastando atirar alguns mísseis. Sempre que derrota um chefe Samus é presenteada com uma nova habilidade. Os momentos de tensão ficam por conta dos encontros com a SA-X, que é muito mais poderosa que Samus, graças ao vírus. Até o fim do game Samus deve evitar ao máximo um encontro com seu clone. As perseguições são curtas e acontecem em espaço de tempo bem aceitáveis, mas cheias de adrenalina.


Parte técnica.

Metroid Fusion foi um dos primeiros jogos a mostrar o poder gráfico do Game Boy Advance. Os detalhes são excelentes, mostrando que o GBA podia sim executar gráficos de 16 bits com precisão. Os fundos de tela são cheios de detalhes, como nuvens e estrelas em movimento. Os ambientes variam, desde instalações espaciais a lugares mais orgânicos. As texturas estão convincentes e agradam aos olhos. Mas há de se notar que Metroid Fusion usou um jogo de cores mais “alegre” do que o habitual. Os cenários estão mais coloridos, e em geral, a B.S.L parece ser mais hospitaleira que qualquer outro lugar que Samus já explorou.


Os personagens estão bem desenhados, com movimentos bem detalhados. Samus, por exemplo, ganhou uma armadura nova, que alguns fãs chegaram a espernear, mas o trabalho final é tão bom que é impossível não se encantar com detalhes como o capacete vermelho e a mudança suave de cores que a roupa apresenta. Mas para os saudosos, a SA-X apresenta o mesmo design da Samus do Super Nintendo, que também não fica nada devendo em termos de qualidade de detalhes. Os inimigos e chefes mantiveram o visual “monstruoso espacial” que sempre fez parte da série.

Na parte sonora o destaque também é grande. Os efeitos são ricos e bem mixados, como os passos de Samus quando anda, dando aquela sensação de botas de batendo em um chão de ferro. Os sons de tiros, explosões, ambientes, tudo ficou incrível para um aparelho portátil. A trilha sonora segue o estilo de ficção cientifica e ação, marca registrada de Metroid, com composições bem feitas, mas não muito grudentas. Os mais xiitas reconheceram efeitos clássicos, como a música que toca quando Samus adquire uma nova habilidade ou item.

Conclusão.


Metroid Fusion demorou oito anos para chegar, mas satisfaz os fãs com uma jogabilidade bem funcional e a mecânica que levou a franquia aos status que está atualmente. Sem dúvida, foi o game mais fácil da série. A dificuldade é amigável para os casuais, mas sem deixar de divertir os mais hardcores. O jogo possui cerca de 4 horas de campanha, ou um pouco mais. Tempo ideal para o jogo portátil. Devido ao alto nível de diversão e sua excelência na parte técnica, Metroid Fusion ainda está entre os títulos mais queridos do velho Game Boy Advance. Um jogo obrigatório para qualquer fã da lendária Samus Aran, ou usuário de um GBA.


Nota Final:





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.






  



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