terça-feira, 25 de setembro de 2012

Análise: Banjo-Kazooie




Um urso e um pássaro podem trabalhar muito bem juntos!




Quando falamos em Rareware, logo nos lembramos da trilogia Donkey Kong. Quando o Nintendo 64 chegou ao mercado, vimos que a Rare seria a responsável por parte do sucesso do console. Verdade seja dita, os games exclusivos da Nintendo seguraram as pontas do N64 por muito tempo. Em 1998, conheceríamos um dos maiores clássicos da Rare no N64: Banjo-Kazooie foi um jogo muito popular no console. Na época de seu lançamento, a revista Veja Kid+ fez uma matéria ótima sobre o game, o que ajudou nas suas vendas aqui no Brasil. Algumas revistas também chamaram Banjo-Kazooie de um clone mal feito de Super Mário 64. Realmente, há muitas semelhanças entre ambos os games. Sendo um clone ou não, Banjo-Kazooie possui personalidade o suficiente para agradar um publico só seu no Nintendo 64.

História








Na montanha espiral todos vivem felizes e em paz. Mas também, todos temem uma das moradoras do lugar: Uma bruxa chamada Gruntilda.

Em uma manhã como outra qualquer, Gruntilda faz uma pergunta para o seu caldeirão mágico.

-Caldeirão, caldeirão meu. Existe alguém mais bela do que eu?
Para a sua surpresa, ele responde!
-Sim… Existe uma pequena ursinha mais linda que você, ela se chama Tooty.

Irada de raiva, Gruntilda vai para a Montanha Espiral procurar pela pequena Tooty e a sequestra. O plano cruel da bruxa é usar uma máquina bizarra para transferir toda a beleza de Tooty para ela, enquanto sua feiura fica para a pobre ursinha.

Mas Gruntilda não fazia idéia de que Tooty tinha um irmão: O urso Banjo! E como todo bom herói, Banjo conta com uma leal escudeira o pássaro Kazooie. Agora, essa dupla nada normal vai invadir a casa da bruxa Gruntilda para resgatar a pequena Tooty.

Aprendendo movimentos

A primeira impressão é a de que um urso e um pássaro não formam uma dupla idéia, mas na verdade, essa equipe não poderia ser mais perfeita! Kazooie ficará o jogo inteiro dentro da mochila de Banjo. Juntos,  podem fazer inúmeros movimentos. Durante o game o jogador aprende esses movimentos com a toupeira chamada Bottles. Sempre que você ver um montinho de terra, basta se aproximar e apertar o botão B para falar com Bottles e aprender o movimento. Essas habilidades são cruciais durante todo jogo. Elas podem ser coisas simples: Desde pular e atacar, passando por ações mais complexas, como atirar ovos, usar bicadas para destruir cabanas e pressionar botões, voar e dar pulos mais altos. De inicio você pode achar complicado memorizar todos esses comandos, mas eles são tão utilizados durante todos os mundos, que logo você os decora sem grandes complicações.

O objetivo em Banjo-Kazooie é resgatar Tooty. Para isso, o jogador deve enfrentar os 10 mundos que estão dentro do lar de Gruntilda. Para entrar nos mundos é preciso completar seus retratos em quadro,s para que a passagem seja aberta: Mas para isso, será necessário usar os Jiggies, que serão os itens de maior importância do jogo todo. Jiggies são pedaços de quebra-cabeça que completam os quadros. Quando todos são encaixados no quadro a passagem do mundo é aberta em outro ponto do lar de Gruntilda.

Seu objetivo em cada mundo será coletar os 10 Jiggies espalhados e escondidos pelo lugar. Cada mundo trás tarefas distintas que deverão ser completadas por Banjo e Kazooie. Alguns Jiggies estarão apenas bem escondidos, outros poderão estar com um personagem do mundo, que vai lhe pedir algo ou lhe propor algum desafio… Enfim, é de vital importância que você colete todos os Jiggies. No lar de Gruntilda haverá 10 deles espalhados. Procurar todos não chega a ser muito desafiador, mas será um ótimo trabalho para os jogadores que gostam de caçar itens ao longo do game.

Além de coletar os Jiggies, também é necessário coletar todas as 100 notas musicais de cada fase. Dentro do lar de Gruntilda existem portas seladas por magia que só poderá se quebradas com a quantidade certa de notas. Procurar as notas paciência do jogador, já que alguma ficam realmente bem escondidas. O terceiro objetivo nos mundos é resgatas os Jinzos. Estes são seres mágicos que foram separados de seu reino e trancafiados nos mundos de Gruntilda. Em cada mundo você terá de procurar cinco Jinzos, ganhando um Jiggie como recompensa.

Interagindo nos cenários


Além dos muitos personagens, Banjo e Kazooie também terão alguns objetos para interagir no decorrer das fases. Algumas cabanas podem ser destruídas usando a picada vertical de Kazooie, paredes podem ser derrubadas, alguns buracos podem ser preenchidos com ovos, e etc. No segundo mundo a dupla aprenderá um movimento que permite voar, mas para que isso aconteça, é necessário ter penas vermelhas e estar em cima de um disco que permita voar. Enquanto houver penas disponíveis a dupla poderá voar a vontade. Há também a possibilidade de dar um pulo mais alto, basta que os heróis estejam em cima de um disco de salto. Há vários deles espalhados pelos mundos.

Em alguns mundos você vai encontrar a cabana Mumbo. Nela vive o feiticeiro Mumbo Jumbo, que em troca das moedas Mumbo coins transforma Banjo e Kazooie em um animal especifico por mundo. Outro ponto divertido do game é o humor, que estará sempre presente nos diálogos. Banjo é o urso burro que faz tudo que mandam, enquanto Kazooie é um pássaro inteligente e sarcástico. É muito engraçado ver Kazooie caçoando de Bottles, dizendo que não é capaz de realizar os movimentos que ensina, ou então, desafiando alguns inimigos para brigar. O toque de humor contribui para deixar o game mais atraente para crianças e também adultos.

Parte Técnica.


Para a época foram muito bons. Os ambientes em terceira dimensão são o ponto forte do game. Os heróis poderão visitar montanhas, praias, áreas nevadas e até mansões mal-assombradas. Todas trazem detalhes interessantes e bonitos. No mundo Clanker´s Cave, o metal do chão e nas paredes é muito realista (pelo menos para a época em que foi lançado). Há também efeitos de pegadas na areia e na neve, as nuvens no céu, e etc.

Os personagens estão excelentes. Kazooie tem um belo design, embora a plumagem não tenha um efeito muito bem elaborado. Banjo também esta muito bem desenhado e com uma notável cara de bobão, que expressa o carisma do personagem. Os inimigos e personagens estão ótimos e com desenhos muito bacanas. Os gráficos são nota 10. Levando em conta que a Rare é a empresa responsável pelo clássico Donkey Kong, sempre podemos esperar gráficos de primeira dos games dessa produtora.


Os efeitos sonoros são muitos e todos estão bem feitos. Os sons feitos por Banjo e pela Kazooie são ótimos e engraçados. Além desses, há efeitos de pancadas, dos inimigos e até mesmo dos passos. Para cada item que os heróis coletam, há um som especifico, nenhum deles se tornam enjoados. É muito gostoso ouvir o efeito sonoro de Banjo ganhando um Jiggy.

Embora não traga dublagens, Banjo-Kazooie traz sons para cada personagem, que simulam suas vozes durante os diálogos. Os sons estão engraçadíssimos e divertidos.

A trilha sonora é fantástica. A Rare sempre traz trilhas ótimas em seus jogos. Com Banjo-Kazooie não seria diferente. Cada mundo traz um tema diferente. Dentro dos mundos, esses temas sofrem pequenas mudanças de acordo com determinada área que o jogador visita. Interessante é ver como cada tema caiu como uma luva para cada um dos ambientes. No mundo Freezy Peak, o tema é natalino, coroado por uma música igualmente natalina. O tema da batalha contra Gruntilda também esta excelente e muito empolgante.

Conclusão



Banjo-Kazooie foi um game muito marcante no Nintendo 64. Mesmo que às vezes pareça muito com Super Mário 64, Banjo-Kazooie conseguiu muitos fãs, graças ao carisma desta simpática dupla. O sucesso do game deu origem a Banjo-Tooie no Nintendo 64 e também mais dois games para o Game Boy Advance. 

Atualmente, a Microsoft possui os direitos autorais da série. Há um novo game da franquia lançado para o X-Box, mas o desconheço totalmente, mas imagino que a Rare deve ter mantido a boa qualidade que a série teve no Nintendo 64. Seja como for, Banjo Kazooie é um titulo 100% recomendado para qualquer fã de games de aventura e plataforma.



Nota Final





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.






















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